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outubro 27, 2018

O Evangelho e a modernidade




A exposição do evangelho acontece em um contexto cultural específico. Vamos ler o relato bíblico em Lucas 12.19.
 

E direi á minha alma: alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.


Os evangelistas que foram anunciar o evangelho na China e na Índia, perceberam que os métodos evangelísticos que funcionavam na Europa, não funcionavam na evangelização na Ásia. Vamos ler o relato bíblico em Mateus 16.26.
 

Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?


Era necessário que os evangelistas criassem novas estratégias que estivessem em contato com a cultura e os pensamentos dessas localidades. Vamos ler o relato bíblico em Mateus 10.39.
 

Quem achar a sua vida perdê-la-á , e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á


Por melhor que seja a estratégia evangelística, essa estratégia pode ser produtiva em um contexto cultural, mas pode ser ineficaz em outro contexto cultural. Vamos ler o relato bíblico em 1 Samuel 8.19-20.
 

Porém o povo não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei. E nós também seremos como todas as outras nações; e o nosso rei, nos julgará, e sairá, adiante de nós, e fará as nossas guerras.


O contexto cultural que era predominante na Europa no ano de 1750 até 1960, era conhecido pelo termo "modernidade". Vamos ler o relato bíblico em Provérbios 14.12.
 

Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.


Essa "modernidade" tinha como perspectiva a crença de uma razão universal, que era comum para todas as pessoas e épocas, e que era capaz de entender as estruturas profundas do mundo em que se vivia. Vamos ler o relato bíblico em João 5.44.


Como podeis vós crer, recebendo honras uns dos outros e não buscando a honra que vem só de Deus?


A razão para esse contexto cultural era uma chave, que abria a fechadura para entrar pela porta que revelava os mistérios da vida, uma vez que se entendia os mistérios da vida, essa pessoa adquiria a argumentação, quem conseguisse adquiri a argumentação, conseguiu o que era necessário do que se valia adquiri. Vamos ler o relato bíblico em João 12.43.


Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.


A argumentação apenas racional se tornou a chave por excelência desse contexto cultural. Vamos ler o relato bíblico em Colossenses 3.2.


Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra.


Os evangelistas rapidamente perceberam esse dilema. Vamos ler o relato bíblico em 1 Pedro 2.11.


Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências, que combatem contra a alma.


A defesa racional da fé cristã pelos evangelistas se tornou uma apologia extremamente importante. Vamos ler o relato bíblico Romanos 12.2.
 

E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.


As estratégias elaboradas pelos evangelistas para interagir com a modernidade se baseavam em demonstrar os fundamentos lógicos e racionais da fé cristã. Vamos ler Tiago 4.4.


Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.


As crenças verdadeiras tem como pressupostos argumentos corretos, e esses argumentos corretos se estruturam através de princípios lógicos de entendimento racional. Vamos ler o relato bíblico em 1 Timóteo 5.6.


Mas a que vive em deleites, vivendo, está morta.


https://docs.google.com/uc?export=download&id=0ByaPG-TH-EliRktRajdHZ2xCSWc


A exposição do evangelho, eram argumentos alicerçados através da lógica  para alcançar a mente das pessoas. Vamos ler o relato bíblico em 1 João 2.15-17.


Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.


As estratégias evangelísticas tinham pontos fortes, porém negligenciavam os aspectos relacionais, imaginativos e existenciais da fé. Vamos ler o relato bíblico em João 15.19.


Se vós fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece.


Um resultado conquistado pelo racionalismo sobre o evangelho cristão foi minimizar todos os aspectos do pensamento e da argumentação cristã tidos sobre os termos de "irracionais" ou "ilógicos" um exemplo disso a e a doutrina da Trindade.
 

Em algumas igrejas cristãs elas não reconhecem a doutrina da Trindade, porque acreditam que seus fundamentos são "irracionais" ou "ilógicos", isso se resulta do pensamento racionalista e não da teologia cristã.
 

Poucos evangelistas cristãos entre os séculos 18 e 19 se preocupavam em defender a doutrina da Trindade, por acreditarem que se tratava de uma argumentação fraca diante do racionalismo que predominava nesses séculos.
 

A descoberta da importância teológica da doutrina da Trindade, fez despertar uma confiança em seus alicerces e coerência que venceram os pressupostos do racionalismo iluminista.
 

Um dos problemas das estratégias evangelísticas racionalistas é que essas estratégias, tem a tendência de minimizar o mistério da fé cristã, de maneira que o cristianismo pareça apenas acessível á razão. Entretanto, o evangelho expressa ideias reveladas por Deus que estão além da capacidade humana de descobrir por si mesmo.
 

Todas as vezes que um evangelista tentar vencer pela argumentação algum adversário da fé cristã, ele acaba concordando com os pressupostos dos seus adversários. Uma vantagem tática pode vir a se tornar um fardo estratégico.
 

O perigo desse tipo de evangelho sensível ao racionalismo é que ele acaba importando o racionalismo para o cristianismo ao invés de exportar o evangelho para a cultura racionalista.
 
 
Citação de Edward John Carnell (1919-1967) Apologeta Cristão.


1 - Todas as épocas têm inquietações e criticas específicas em relação á fé cristã. A maioria dos problemas que pareciam importante para o meu tempo logo será pouco relevante.
 

2 - Inúmeros apologetas da modernidade entraram em contato com seu contexto cultural recorrendo a estratégias que acreditavam ser capazes de encontrar eco junto a seu público, um exemplo disso era o recurso á argumentação racional como base de uma fé fidedigna  A característica da boa apologética consiste em sua habilidade de interagir com públicos específicos. O pressuposto modernista tendo como primazia a racionalidade foi colocado em descredito, suscitando com isso dificuldades para as estratégias apologéticas baseadas nele ou que a ele recorriam.


Citação de Blaise Pascal - Filósofo e Apologeta Cristão.


Blaise Pascal fez uma critica a preocupação excessiva com a razão. E o coração do homem? ele mesmos respondeu, o coração do homem tem razões próprias para crer que a razão desconhece.





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Foto: Pixabay
Tradução Bíblica: ARC - Almeida Revista Corrigida
Fonte: Inspirado no  Livro Apologética Pura e Simples Editora Vida Nova.
Citação 1:  Edward John Carnell retirada do Journal of the Evagelical Theological Society.
Citação 2: Blaise Pascal retirada do Livro Pensamentos Editora Martins Fontes.



 

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