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julho 28, 2018

O Cânon do Novo Testamento na perspectiva de Warfield




Como estudar a perspectiva de um escritor? Essa é uma pergunta que poucos se preocupam em responder, mas vou colocar o meu parecer sobre essa pergunta.
 

Tive a honra de ter excelentes Professores desde a minha infância até a minha formação de Professor. Sempre digo aos meus alunos que quando se estuda a perspectiva de um autor, devemos estudar essa perspectiva tendo como base a formação intelectual do autor.

Sendo assim, eu particularmente sou um estudante de pensamentos ou perspectiva, e tive a oportunidade de conhecer professores que pensa igual a e outros que pensam diferente da minha opinião.  Não tem problema nenhum discordar da minha opinião desde que seja feita com respeito, assim também eu procuro respeitar as opiniões das pessoas que não concordam com a minha, até porque se queremos aprender sobre educação ela e tudo nessa vida começa com respeito.

 
Eu sou um professor que procuro construir uma interação com meus alunos, quero aprender junto com eles, retirar deles o máximo de entendimento e assimilar o conteúdo para o seu beneficio para que ele seja conhecedor também de uma perspectiva e que possa aprender e respeitar e procura tirar proveito de sua aprendizagem.


1 - Imparcialidade Teológica


Esse blog trabalha com uma teologia neutra, não defendemos qualquer posicionamento de nenhuma denominação especifica. Apenas procuramos relatar as criticas realizada a determinadas posições teológicas, esse blog não faz criticas a ninguém.

 
Não dizemos aos nosso leitores o que devem pensar, nem concordar, apenas procuramos informar sobre os assuntos que tem sido relatados na área teológica. Esse blog traz artigos escritos de forma justa e equilibrados para trazer interação entre os escritores e seus leitores. Assim procuramos fazer através de artigos que você entenda a perspectiva de Warfield, mas não concorde com a sua opinião.


2 - Quem foi Benjamim Warfield?


Benjamim Warfield (1852-1921) foi Professor de Teologia no Seminário Teológico de Princeton. Warfield se distinguiu como um sábio defensor do calvinismo agostiniano, do cristianismo sobrenatural e da inspiração da Bíblia.
 
 
Warfield acreditava que a teologia modernista era problemática, uma vez que se baseava no pensamento do intérprete da Bíblia e não no autor divino das Escrituras. Quero deixar evidente que irei relatar apenas a perspectiva de Warfield sobre o Cânon do Novo Testamento.
 
 
Para saber mais sobre Warfield e sobre os seus escritos na internet você encontrará um vasto material. Uma das declarações clássicas sobre o Novo Testamento foi escrita por Benjamim Warfield. Em 1892 Warfield publicou um artigo intitulado: A Formação do Cânon do Novo Testamento. Agora que você já sabe um pouco que foi Warfield podemos estudar juntos o seu artigo.


*3 - Uma ideia Herdada


Com o propósito de obter uma compreensão correta do que é conhecido como o cânon do Novo Testamento, é necessário começar por fixar firmemente em nossa mente um fato que se torna bastante óbvio quando se chama atenção a ele, ou seja, que a igreja cristã não exigiu formar para si a ideia de um "cânon", ou, como chamamos com mais frequência, de uma "Bíblia", uma coleção de livros dados por Deus para serem regra autoritária de fé e preceitos. Essa idéia foi herdada da sinagoga judaica, junto com seu próprio cânon, as Escrituras judaicas, ou o "cânon do Antigo Testamento".


4 - Algo imposto à igreja


A igreja não cresceu por leis naturais: ela foi fundada. E os mestres autoritários enviados por Jesus Cristo para fundar sua igreja carregavam com eles, como posse mais preciosa, um corpo das Escrituras divinas, que eles impunham ás igrejas que fundavam como código de lei.
 
 
Nenhum leitor do Novo Testamento precisa de provas para isso; em cada página de cada livro está disseminada a evidência de que, desde o princípio, o Antigo Testamento foi cordialmente reconhecido como lei tanto pelos cristãos quantos pelos judeus. Sendo assim, a igreja cristã nunca esteve sem uma "Bíblia" ou um "cânon".


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5 - Por Autoridade Divina


Entretanto, os livros do Antigo Testamento não foram os únicos que os apóstolos pela própria indicação de Jesus Cristo, os pais autoritários da igreja impuseram ás recém-criadas igrejas, como regra de fé e preceitos.
 
 
Não havia mais autoridade nos profetas da antiga aliança do que neles mesmos, os apóstolos, que foram capacitados para serem ministros de uma nova aliança. Vamos ler o relato bíblico em 2 Coríntios 3.6.


O qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espirito vivifica.


Vamos ler o relato bíblico em 2 Coríntios 3.11


Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece.


Do mesmo modo, o evangelho que eles transmitiam não era somente uma revelação divina em si, mas também era pregado pelo Espirito Santo. Vamos ler o relato bíblico em 1 Pedro 1.12.


Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espirito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, para as quais coisas os anjos desejam bem atentar.


E não simplesmente o seu tema, mas as próprias palavras que o revestiam eram do Espirito Santo. Vamos ler o relato bíblico em 1 Coríntios 2.13.


As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espirito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Suas próprias instruções eram, portanto, de autoridade divina. Vamos ler 1 Tessalonicenses 4.2


Porque vós bem sabeis que mandamento vos tenho dado pelo Senhor Jesus.


Os seus escritos eram o depósito dessas instruções. Vamos ler 2 Tessalonicenses 2.15


Então, irmãos, estais firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavras, seja por epístola nossa.


Paulo faz uma observação para a igreja se alguém desobedecer as instruções de sua carta. Vamos ler 2 Tessalonicenses 3.14.


Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe.


Para outra carta, Paulo coloca em teste o homem conduzido pelo Espirito para que reconheça que o que ele lhes escrevia eram os mandamentos do Senhor. Vamos ler o relato bíblico em 1 Coríntios 14.37.


Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor.


6 - Aceito com o Antigo Testamento


Inevitavelmente, tais escritos, fazendo muito mais reivindicações de sua aceitação, foram recebidos pelas primeiras igrejas como detentores de uma qualidade equivalente àquela da antiga "Bíblia"; também foram colocados juntamente com seus antigos livros, como uma parte adicional da lei de Deus, e lidos como tal em suas reuniões de adoração essa prática foi exigida pelos apóstolos. Vamos ler o relato bíblico em 1 Tessalonicenses 5.27.

Pelo que vos conjuro que está epístola seja lida a todos os santos irmãos.

Vamos o relato bíblico em Colossenses 4.16.

E, quando está epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia, lede-a vós também.

Portanto, na apreensão das primeiras igrejas cristãs, as "Escrituras" não eram um "cânon" fechado, mas sim crescente. Assim, elas eram desde o princípio e, gradativamente, cresceram desde Moisés até Malaquias; e devem continuar desse modo, contanto que exista entre as igrejas homens santos de Deus que falem inspirados pelo Espirito Santo. Vamos ler o relato bíblico em Apocalipse 1.3.

Bem-aventurado aquele que lê, e, os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.


7 - Mencionado desde o princípio


Nós dizemos que essa imediata colocação de novos livros colocados a igreja sob o selo da autoridade apostólica entre as Escrituras já estabelecidas como tais, era inevitáveis e também historicamente evidenciado desde o principio.


Desse modo, o apóstolo Pedro, escrevendo em 68 d.C., fala das numerosas cartas do apóstolo Paulo, não em contraste com as Escrituras, mas sim, fazendo parte das Escrituras e em contraste com as outras Escrituras que representam, obviamente, aquelas do Antigo Testamento. Vamos ler o relato bíblico em 2 Pedro 3.15-16.


15 E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada,
16 falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras, para a sua própria perdição.


8 - Unindo as citações do Antigo Testamento e do Novo Testamento


O apóstolo Paulo combina o livro de Deuteronômio e o evangelho de Lucas sob o mesmo titulo de Escritura. Vamos ler 1 Timóteo 5.18.


Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E Digno é o obreiro do seu salario.

 
Na parte (a) Paulo relata deuteronômio 25.4 e na parte (b) Paulo relata Lucas 10.7. Vamos conferir os relatos usados por Paulo. Vamos ler o relato bíblico em Deuteronômio 25.4.


Não atarás a boca ao boi, quando trilhar.

Vamos ler o relato bíblico em Lucas 10.7

E ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário. Não andeis de casa em casa.


9 - Livros do Novo Testamento tratados como Escrituras adicionais


O que precisa de ênfase neste momento sobre esses fatos é que eles não são evidências claras de uma avaliação de engrandecimento gradual dos livros do Novo Testamento, originariamente recebidos como mais inferiores  e recém começados a serem temporariamente registrados com Escritura; eles são evidências conclusivas particularmente de livros desde o princípio como Escritura, e de sua ligação como Escritura ás outras Escrituras já em mãos.


10 - "Novos livros" e "Antigos livros"


Assim, os primeiros cristãos não formaram um "cânon" rival de "novos livros" que gradativamente vieram a ser autoridade e divindade com os "antigos livros"; eles receberam livros novos atrás de livros novos do círculo apostólico, como "Escritura", assim como os antigos livros, e os adicionaram á coleção de antigos livros como Escritura adicionais, até que, por fim, os novos livros adicionais fossem numerosos o bastante para serem considerados como outra seção das Escrituras.


11 - Novo nome modelado no Antigo Testamento


O primeiro nome colocado a essa nova seção da Escritura foi idealizado no modelo do nome pelo qual conhecemos como Antigo Testamento, conforme se conhecia na época. Assim como era conhecido como "A Lei, e os Profetas e os Salmos" ou "a Hagiografia" ou "Escritos Sagrados" ou mais resumidamente, a "A Lei e os Profetas", ou, de forma ainda mais compacta, "A Lei", também a Bíblia ampliada foi conhecida como " A Lei e os Profetas, como os Evangelhos e os Apóstolos"; enquanto os novos livros separadamente foram chamados de "O Evangelho e os Apóstolos", ou mais resumidamente, "O Evangelho".


12 - Perspectiva de Inácio


Esse primeiro nome para a nova Bíblia, com tudo o que envolve relacionado à Bíblia mais antiga e menor, vem desde os tempos de Inácio em 115 d.C., que faz uso dele repetidamente. Em um relato, Inácio nos dá uma ideia das polêmicas que a Bíblia ampliada dos cristãos geraram entre os judaizantes.


13 - Argumentação de Inácio

"Quando ouvi alguns dizerem", escreve ele, "a menos que encontre nos artigos [livros]; sua cruz, morte e ressureição, e a fé que é por ele, os antigos [livros] perfeitos pelos quais desejo, por suas orações, que seja justificado. Os sacerdotes são, sem dúvidas, bons, mas nosso Sumo Sacerdote, melhor".


14 - O Novo Testamento está escondido no Antigo Testamento


Nesse ponto, Inácio apela ao "Evangelho" como Escritura, e os judaizantes protestam, recebendo dele a resposta em vigor, que Agostinho mais tarde formulou na famosa declaração de que o Novo Testamento está escondido no Antigo Testamento, e o Antigo Testamento é esclarecido pela primeira vez no Novo Testamento.
 
 
O que precisamos observar agora, no entanto, é que, para Inácio, o Novo Testamento não era um livro diferente do Antigo Testamento, mas parte de um corpo da Escritura com ele, um acréscimo, assim dizendo, que tinha crescido a partir dele.


15 - Parte dos Oráculos de Deus

Da evidência dos fragmentos dos escritores cristãos que, em sim, foram preservados até nós desde os primórdios, parece que desde o princípio do século II exatamente o final da era apostólica uma coleção (Inácio, 2 Clemente) de "Novos livros" (Inácio), chamada de "Evangelho e Apóstolos" (Inácio, Marcião), já fazia parte dos "Oráculos" de Deus (Policarpo, Papias, 2 Clemente); também conhecida como "Escrituras" (1Timóteo, 2 Pedro, Barnabé, Policarpo, 2 Clemente), "Livros sagrados" ou "Bíblia".


16 - O "Evangelho" e "Os Apóstolos"

O número de livros incluídos nesse corpo adicional de novos livros, no começo de século II, não pode ser determinado satisfatoriamente pela evidência desses fragmentos em si.

a) Argumentação de Justino: "A seção chamada de "Evangelho" incluía os evangelhos escritos pelos apóstolos e seus companheiros, que sem sobra de dúvidas foram nossos quatro evangelhos hoje em vigor".
 
A seção chamada de "Os Apóstolos" continha o livro de Atos e epístolas de Paulo, João, Pedro e Tiago. A evidência de várias partes é realmente suficiente para demonstrar que a coleção em geral usa todos os livros contidos dos quais hoje temos em disposição, com possíveis exceções a Judas, 2 e 3 João e Filemom.
 
E é mais natural supor que a falha em não haver evidências antigas desses breves livros se deve mais ao seu tamanho irrelevante do que á sua não aceitação.


17 - Autoria Apostólica


Que fique bem claro que não era exatamente a autoria apostólica que, na avaliação das primeiras igrejas, fazia de um livro parte do "cânon".  A autoria apostólica foi, de fato, primordialmente confundida com canonicidade.
 
Houve dúvida quanto à autoria apostólica de Hebreus, no Oriente, e de Tiago e Judas, aparentemente, o que fortalece a lentidão da inclusão desses livros no "cânon" de determinadas igrejas. Entretanto, isso não era assim desde o princípio. O princípio de canonicidade não era a autoria apostólica, mas a imposição pelos apóstolos como "lei".
 
Portanto, o nome de Tertuliano para o "cânon" é a palavra em latim instrumentum; Tertuliano fala do Antigo Testamento e do Novo Testamento da mesma maneira como nós trataríamos do Antigo Testamento e do Novo Testamento.
 
Ninguém pode negar que os apóstolos impuseram o Antigo Testamento às igrejas que fundavam como seu "instrumento", "lei" ou "cânon".
 
E, ao impor novos livros ás mesmas igrejas, pela mesma autoridade apostólica, eles não se confinaram aos livros de sua própria autoria. É do evangelho de Lucas, um homem que não foi apóstolo, que Paulo faz um paralelo em 1 Timóteo 5.18 com Deuteronômio como também "Escritura", na primeira citação existente de um livro do Novo Testamento como Escritura. Ler item número 7 com citação e explicação para melhor entendimento sobre o paralelo utilizado por Paulo.


18 - Argumentação de Justiniano

"Os evangelhos que constituíram a primeira divisão de novos livros "O evangelho e os apóstolos", foram escritos por apóstolos e seus companheiros".


Conclusão de Warfield

A autoridade dos apóstolos, fundadores da igreja por indicação divina, estava incorporada em qualquer livro que eles impusessem á igreja como lei, e não meramente áqueles que eles tinham escrito.
 


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Fontes: A partir do tópico *3 retirado da Enciclopédia de Fatos da Bíblia Editora Hagnos e Wikipédia | Introdução e tópicos até o 2 organizado por Felipe Marques.
Tradução Bíblica: (ARC) Almeida Revista e Corrigida Editora Sociedade Bíblica do Brasil


 

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