abril 13, 2018

Traduções da Bíblia





1 - O Antigo Testamento  

As primeiras traduções do Antigo Testamento são do idioma grego e aramaico.


2 - Targuns Aramaicos 

 
Com datação em 400 a.C. o Antigo Testamento começou a ser traduzido para o aramaico. A tradução ficou conhecida como o nome de targuns aramaico, e auxiliou os judeus, que começaram a falar o idioma aramaico quando eles estavam cativos na Babilônia, para entender o Antigo Testamento em seu idioma do cotidiano.


3 - A Septuaginta Grega


Com datação de 250 a.C., o Antigo Testamento foi traduzido para o grego. Essa tradução ficou conhecida com o nome de Septuaginta. A Septuaginta foi a primeira tradução do Antigo Testamento hebraico para o idioma grego.

 
Os judeus que moravam em Alexandria, no Egito, não estavam acostumados com o idioma hebraico, porque eles tinha o idioma grego como idioma principal. Esses judeus não conseguiam mais o idioma hebraico, porque o idioma grego  teria se tornado seu idioma do cotidiano.

 
A maioria dos Teólogos acreditam que a tradução da Septuaginta tenha sido realizada próximo de Alexandria.

 
A Septuaginta, também é conhecida e abreviada por números romanos, LXX, é composta de 39 livros do Antigo Testamento, e também com os sete livros do Antigo Testamento apócrifos, com os nomes de Tobias, Judite, 1 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruque.

 
A maioria dos Teólogos acredita que a tradução da Septuaginta tenha sido realizada por 70 ou 72 estudiosos, e devido a isso, essa tradução ficou conhecida como a tradução Setenta.

 
A palavra Septuaginta no idioma latim significa setenta. A Septuaginta também é identificada pelos numerais romanos para setenta, LXX.

 
Existe uma história que está registrada na chamada Carta de Arísteas que afirmam que os 72 judeus de Jerusalém vieram a Alexandria e realizaram a sua tradução em 72 dias.

 
Isso indica que provavelmente o Pentateuco foi traduzido durante o reinado de Filadelfo 285-247 d.C.
por 72 estudiosos judeus. O nome Septuaginta foi dado para essa tradução que se refere a todo o Antigo Testamento.

 
A Septuaginta, se tornou no Império Romano, a Bíblia das sinagogas nas quais se falava o idioma grego.

 
Os escritores do Novo Testamento preferiram usar o texto LXX grego  ao texto hebraico quando escreviam citações do Antigo Testamento.

 
A LXX foi a tradução do Antigo Testamento mais usada pela igreja primitiva.

 
Muitos Teólogos acreditam que Jesus Cristo teria utilizado a Septuaginta como a sua Bíblia.

 
Em todos os locais onde se falava o idioma grego, a Septuaginta se tornou uma tradução importante, porque essa tradução do Antigo Testamento foi realizada em uma linguagem do cotidiano.


4 - O Texto Massorético 


Antes da descoberta dos manuscritos do mar Morto, os primeiros manuscritos do idioma hebraico do Antigo Testamento dos quais se tem conhecimento que perduraram tem a sua datação dos tempos medievais.

 
Devemos ter gratidão pelo trabalho dos massoretas tiberianos, que se refere aos estudiosos que trabalharam em Tiberíades na Palestina, por esses manuscritos.

 
Durante um período de aproximadamente 500 anos, de 500 d.C. a 1000 d.C., esses estudiosos copiaram e padronizaram de modo fidedigno os textos existentes do Antigo Testamento.


O termo Massorético é do idioma hebraico massor que traduzindo significa tradicional. Ou seja, isso significa transmitir de pessoa a pessoa e de geração a geração. Devido a essa ênfase os massoretas também são conhecidos como os transmissores. O manuscrito massorético mais antigo tem a sua datação de 895 d.C.


5 - A Paixão pela Precisão


Os judeus tiveram respeito e cuidado para copiar os livros do Antigo Testamento. Originalmente, o Antigo Testamento foi copiado por homens conhecidos pelo termo soferins. Esses escribas preservaram o texto antigo ao manter várias estatísticas sobre os livros que copiavam.

 
Os copistas massoretas contavam e sabiam exatamente quantas letras do idioma hebraico existia em cada livro da Bíblia hebraica. Por exemplo, somente para você ter uma idéia eles sabiam que no livro de Gênesis tinha 78.064 letras.

 
Eles também tinham conhecimento de quantas letras existia desde o começo ou fim do texto até a metade dele. Eles tinha conhecimento até mesmo qual letra deveria ser que estaria exatamente na metade do livro de Gênesis.

 
Quando eles copiavam um livro da Bíblia, eles usavam essas verificações para ter a certeza da precisão do seu trabalho. Eles contavam as letras do começo e do fim do livro até a metade dele.

 
Se esse método não estivesse exato ou se a letra da metade do livro não estivesse correta, aquele manuscrito era descartado e queimado.




https://docs.google.com/uc?export=download&id=0ByaPG-TH-EliMzREc05pRWVVRGc




6 - Manuscritos da LXX


A tradução grega da LXX mais antiga que ainda existe nos dias atuais são os Papiros Chester Beaty. Esses papiros contém nove livros do Antigo Testamento na Septuaginta grega, e tem a sua datação do final do século II.
 
 
Tanto o Códice Vaticano quando o Códice Sinaítico contêm quase todo o Antigo Testamento da Septuaginta grega e ambos tem datação de 350 d.C.
 


7 - Novo Testamento

Os autógrafos do Novo Testamento tem datação entre 45 e 95 d.C.


8 - Os mais antigos manuscritos do Novo Testamento em existência.


Existe 5.600 dos primeiros manuscritos gregos do Novo Testamento ainda em existência nos dia atuais. Os manuscritos mais antigos foram escritos em papiro e os últimos em pergaminho. A letra P se refere a papiro, sendo assim a letra p e numero 52 se refere ao papiro 52.
 
 
9 - Datas Sugeridas


As datas que seguem abaixo indicam a data que os Teólogos acreditam que as cópias dos manuscritos foram realizadas.


125 d.C.

O manuscrito do Novo Testamento que tem a sua datação mais próxima do autografo original foi copiado em aproximadamente 125 d.C.

O manuscrito mais antigo do Novo Testamento é conhecido como o manuscrito John Rylands, e é conhecido como papiro 52 e foi descoberto no Egito.

Isso significa que ele foi copiado dentro de um período de 35 anos após o autografo original ter sido escrito pelo Apóstolo João.

Esse manuscrito contém uma pequena parte de João 18.

Ou seja, a cópia mais antiga de qualquer autógrafo do Novo Testamento está apenas uma geração após sua escrita original.


200 d.C.

O papiro Bodmer II  também conhecido como papiro 56 foi descoberto em 1956. Ele contém quatorze capítulos do evangelho de João e também partes dos últimos sete capítulos do mesmo evangelho.


225 d.C.

O papiro Bodmer também conhecido como papiro 75 contém os evangelhos de Lucas e João.
 
 
230-300 d.C.

Os papiros Chester Beatty => O Chester Beatty também conhecido como papiro 45 tem a sua datação de 200-250 d.C. e foi descoberto em 1931 e contém os evangelhos, Atos, as cartas do Apóstolo Paulo, com exceção de 1 e 2 Timóteo e Tito, e o livro de Apocalipse.

 
O Chester Beatty também conhecido como papiro 46 contém as cartas do Apóstolo Paulo e a carta aos Hebreus.
 
 
350 d.C.

O Código Sinaítico contém todo o Novo Testamento e quase todo o Antigo Testamento no idioma grego. O Código Sinaítico foi descoberto pelo estudioso alemão Tischendorf no ano de 1856 em um monastério ortodoxo no monte Sinai.


350 d.C.

O Códice Vaticano B contém praticamente todo o Novo Testamento. O Códice Vaticano B está na Biblioteca do Vaticano desde o ano 1475.


10 - Mudando as datas

 
Nos últimos cinquenta anos ou mais as datas que são conferidas aos primeiros manuscritos  do Novo Testamento mudaram.

 
Teólogos e Arqueólogos revisaram as prováveis datas desses manuscritos através de novas técnicas de datação, reavaliando todas as evidências.

 
Isso resultou que muitos desses pairos receberam datação mais antiga em relação ás que se acreditaram anteriormente.
 
 
Desse maneira, se essas datas anteriores provarem estar corretas, é possível estabelecer as seguintes datas nessa lista de manuscritos antigos.
 

11 - Datas Revisadas


  • Papiro 46 datação 85 d.C.
  • Papiro 32 datação 175 d.C.
  • Papiro 87 datação 125 d.C.
  • Papiro 64/67 datação 60 d.C.
  • 7 Q4< datação 68 d.C.
  • Papiro 66 datação 125 d.C.
  • Papiro 45 datação 150 d.C.
  • Papiro 90 datação 150 d.C.
  • Papiro 4 datação 100 d.C.
  • 7 Q5 datação 50-68 d.C.

12 - Datas Antigas


Os últimos dois papiros nessa lista vieram dos manuscritos do mar Morto. Eles estão identificados com a letra Q, em vez da letra P.

 
Essas datas são extremamente antigas e são baseadas na identificação de dois novos papiros do Novo Testamento encontrados com os manuscritos do mar Morto na caverna 7.

 
Teólogos e Arqueólogos acreditam que esses sejam os papiros do Novo Testamento mais antigos já descobertos.


13 - Sumário

 
Os manuscritos contendo a maior parte do Novo Testamento foram datados a partir da metade do século III, e alguns podem ser datados a partir do século II, ou até mesmo a partir do século I.
 
 

14 - As Primeiras Traduções do Novo Testamento


As primeiras traduções do Novo Testamento relatam uma perspectiva importante sobre os manuscritos gregos que serviram de base para essas traduções.
 
 
180 d.C.

Começa as primeiras traduções do Novo Testamento do grego para as versões do idiomas latim, siríaco e cóptico surgiram em aproximadamente 180 d.C.
 
 
195 d.C.

Começa as primeiras traduções do Antigo Testamento e do Novo Testamento para o idioma latim foram chamadas de traduções do Latim Antigo.

Partes do Latim Antigo foram encontradas em citações de Tertuliano, em aproximadamente 160-220.
 

300 d.C.

A versão siríaca antiga foi uma versão do Novo Testamento do idioma grego para o idioma siríaco.

As versões do cóptico foram traduzidas em quatro dialetos cópticos conhecidos naquela época.
 
 
380 d.C.

A Vulgata Latina foi traduzida por Jerônimo. Ele traduziu o Antigo Testamento para o idioma latim tendo como base o idioma hebraico; e o Novo Testamento, Jerônimo traduziu para o idioma latim tendo como base o idioma grego.


O que não é fato não é exato. Felipe Marques.




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Foto: Pixabay
Fonte: Enciclopédia de Fatos da Bíblia Editora Hagnos.
 


 

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