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abril 20, 2018

Reedificando Jerusalém


 
 
Aquilo que já foi destruído pode ser construído? Hoje vamos entender o que é possível fazer para construir algo que já foi destruído, é evidente que estou me referindo em termos de ambiguidade.


Cinquenta anos havia se passado da destruição de Jerusalém e é aproximadamente 50 mil pessoas obtiveram autorização para retornarem para Jerusalém.

Essas pessoas reconstruíram o altar dos sacrifícios, mas somente depois de 20 anos da reconstrução do altar do sacrifícios é que o templo foi reedificado, através da liderança de Zorobabel e terminado em 516 a.C. Vamos ler Esdras 6.1-22.


1 Então, o rei Dario deu ordem, e uma busca se fez nos arquivos reais da Babilônia, onde se guardavam os documentos.
2 Em Acmetá, na fortaleza que está na província da Média, se achou um rolo, e nele estava escrito um memorial que dizia assim:
3 O rei Ciro, no seu primeiro ano, baixou o seguinte decreto: Com respeito á Casa de Deus, em Jerusalém, deve ela edificar-se para ser um lugar em que se ofereçam sacrifícios; seus fundamentos serão firmes, a sua altura, de sessenta côvados, e a sua largura, de sessenta côvados, com três carreiras de grandes pedras e uma de madeira nova.
4 A despesa se fará da casa do rei.
5 Demais disto, os utensílios de ouro e de prata, da Casa de Deus, que Nabucodonosor tirara do templo que estava em Jerusalém, levando-os para a Babilônia, serão devolvidos para o templo que está em Jerusalém, cada utensílio para o seu lugar; serão recolocados na Casa de Deus.
6 Agora, pois, Tatenai, governador dalém do Eufrates, Setar-Bozenai e seus companheiros, os afarsaquitas, que estais para além do rio, retirai-vos para longe dali.
7 Não interrompais a obra desta Casa de Deus, para que o governador dos judeus e os seus anciãos reedifiquem a Casa de Deus em seu lugar.
8 Também por mim se decreta o que haveis de fazer a estes anciãos dos judeus, para que reedifiquem esta Casa de Deus, a saber, que da tesouraria real, isto é, dos tributos dalém do rio, se pague, pontualmente, a despesa a estes homens, para que não se interrompa a obra.
9 Também se lhes dê, dia após dia, sem falta, aquilo de que houverem mister: novilhos, carneiros e cordeiros, para holocausto ao Deus dos céus, trigo, sal, vinho e azeite, segundo a determinação dos sacerdotes que estão em Jerusalém,
10 para que ofereçam sacrifícios de aroma agradável ao Deus dos céus e orem pela vida do rei e de seus filhos.
11 Também por mim se decreta que todo homem que alterar este decreto, uma viga se arrancará da sua casa, e que seja ele levantado e pendurado nela; e que sua casa se faça monturo.
12 O Deus, pois, que fez habitar ali o seu nome derribe a todos os reis e povos que estenderem a mão para alterar o decreto e para destruir esta Casa de Deus, a qual está em Jerusalém. Eu, Dario, baixei o decreto; que se execute com toda a pontualidade.
13 Então, Tatenai, o governador daquém do Eufrates, Setar-Bozenai e os seus companheiros assim o fizeram pontualmente, segundo decretara o rei Dario.
14 Os anciões dos judeus iam edificando e prosperando em virtude do que profetizaram os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido. Edificaram a casa e a terminaram segundo o mandado do Deus de Israel e segundo o decreto de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, rei da Pérsia.
15 Acabou-se esta casa no dia terceiro do mês de adar, no sexto ano do reinado do rei Dario.
16 Os filhos de Israel, os sacerdotes, os levitas e o restante dos exilados celebraram com regozijo a dedicação desta Casa de Deus.
17 Para a dedicação desta Casa de Deus ofereceram com novilhos, duzentos carneiros, quatrocentos cordeiros e doze cabritos, para oferta pelo pecado de todo o Israel, segundo o número das tribos de Israel.
18 Estabeleceram os sacerdotes nos seus turnos e os levitas nas suas divisões, para o serviço de Deus em Jerusalém, segundo está escrito no Livro de Moisés.
19 Os que vieram do cativeiro celebraram a Pascoa no dia catorze do primeiro mês;
20 porque os sacerdotes e os levitas se tinham purificado como se fossem um só homem, e todos estavam limpos; mataram o cordeiro da Páscoa para todos os que vieram do cativeiro, para os sacerdotes, seus irmãos, e para si mesmos.
21 Assim, comeram a Páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do exílio e todos os que, unindo-se a eles, haviam separado da imundícia dos gentios da terra, para buscarem o Senhor, Deus de Israel.
22 Celebraram a Festa dos Pães Asmos por sete dias, com regozijo, porque o Senhor os tinha alegrado, mudando o coração do rei da Assíria a favor deles, para lhes fortalecer as mãos na obra da Casa de Deus, o Deus de Israel.


Esse segundo templo era uma estrutura modesta e inferior ao templo de Salomão. Um segundo retorno de outro grupo de judeus teve a liderança de Esdras em 458 a.C., mas as muralhas da cidade não foram reedificadas em 445 a.C. e teve a liderança de Neemias, isso ocorreu um século depois de os primeiros grupos de judeus terem retornado da Babilônia.


Desde a época de Neemias em 445 a.C. até o início do século II a.C., não se conhece a nível de informação nada a respeito de Jerusalém.


A cidade de Jerusalém permaneceu dominada pelo Império Persa até 332 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio.


Depois da morte de Alexandre, o Grande em 323 a.C., os Ptolomeus, do Egito conquistaram o domínio da Palestina e de Judá, e que muitos Historiadores, Arqueólogos e Teólogos acreditam, que através de seu domínio pacifico, os Ptolomeus permitiram uma aristocracia sacerdotal que governava a partir de Jerusalém.


Entretanto, no início do século II a.C., o rei Selêucida Antíoco III venceu os Ptolomeus em 198 a.C. e a mudança de governo foi bem recebida pela maioria da população de Jerusalém.


Tendo o apoio do rei Antíoco III, foram realizados reparos no templo, e um grande tanque foi construído, provavelmente esse tanque se refere ao tanque de Betesda. Vamos ler Eclesiástico 50.1-3.
 
 
1 Simão, filho de Onias, sumo sacerdote, foi quem, durante a sua vida, sustentou a casa do Senhor; durante os seus dias, fortificou o templo.
2 Por ele foi fundado o alto edifício do templo, o edifício duplo e as altas muralhas.
3 Em seus dias a água jorrou dos reservatórios que se encheram extraordinariamente, como o mar (de bronze) - Versículos retirados da Bíblia Católica
 
 
Antíoco IV 175-164 a.C., entretanto, se esforçou para acabar com a religião judaica. O templo de Jerusalém foi profanado, e uma estatua do principal deus grego, Zeus, de Olímpia, edificada em seu interior em 168 a.C.


Mas não parou por ai, outras construções gregas foram edificadas em Jerusalém, incluindo um ginásio de esportes e uma cidade.


A cidade recebeu o nome grego de Acra, essa cidade foi construída na elevação oriental localizada ao sul da área do templo e era tão alta que se levantava como uma cidade dominadora acima da área do templo.


As tropas de Judas Macabeu conseguiram retomar Jerusalém, e purificar o templo em 164 a.C. e restabelecer o culto sacrificial a Deus, mas a guarnição das tropas selêucidas de Acra continuou a ser uma espécie de espinho na carne dos judeus até que Simão 142-135 a.C. irmão de Judas Macabeu conquistou e demoliu a cidade de Acra, e a nivelou a colina na qual a cidade de Acra tinha sido edificada.


No final do período helenístico, os irmãos hasmoneus Aristóbulo II e Hircano II disputavam o cargo de sumo sacerdote e o controle de Jerusalém.


Mas, o general romano Pompeu interveio nessa situação e marchou contra Jerusalém. Depois de ter estabelecido as tropas militares a sudoeste e a noroeste, a cidade na elevação ocidental de Jerusalém foi entregue para o general Pompeu pelos seguidores de Hircano.


Já os que apoiavam Aristóbulo, entretanto, combateram contra as tropas militares do general Pompeu para defender a elevação oriental de Jerusalém.


Diante dessa dificuldade de conquista, o general Pompeu construiu um dique que se refere a uma barragem feita de diversos matérias por exemplo: pedra, terra, areia, madeira, alvenaria, concreto e etc.,para desviar ou conter a invasão da água do mar ou de rio.


Esse dique foi construído em torno da elevação, e depois de edificar rampas de asfalto, o general Pompeu atacou a área do templo do lado ocidental, atravessando as ruinas da ponte que transpunha  o vale Central e também atacando simultaneamente pelo lado norte.


A chegada do general Pompeu deu início ao longo controle de Roma sobre Jerusalém e por seu sucessor bizantino, que duraria até a época das conquistas persas e árabe 614 e 639 d.C., com exceção a alguns períodos durante a primeira e a segunda revolta judaica.


Frase: Devemos realizar o que estiver ao nosso alcance desde que não sejamos tentados a realizar a nossa vontade como se essa realização fosse a vontade de Deus. Felipe Marques.





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Foto: Google
Fontes: Manual Bíblico de Halley Editora Vida, História dos Hebreus Editora CPAD, Dicionário Online e Bíblia Católica Online para o Livro de Eclesiástico 50.1-3.
Tradução Bíblica: (ARA) Almeida Revista Atualizada Editora Sociedade Bíblica do Brasil para o Livro Esdras 6.1-22.





       

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