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fevereiro 17, 2018

O destino daquele que engana




O destino é algo que de certa maneira norteia as pessoas tanto para o bem tanto para o mal, mas deve-se levar em consideração a escolha do destino, por exemplo, se você precisa viajar deve levar em consideração uma atitude sua qual seria o melhor destino para cumprir sua viagem de forma rápida, segura e rentável.

Este é um conceito natural de medidas prévias que as pessoas costumam levar em consideração. Mas, e quando o assunto envolve você, quem você ama o seu próximo como se pode entender isso em um sentido espiritual. Para entendermos melhor vamos ler Gênesis 29:18-30.

 
E Jacó amava a Raquel e disse: Sete anos te servirei por Raquel, tua filha menor. Então, disse Labão: Melhor é que eu ta dê do que a dê a outro varão, fica comigo. Assim, serviu Jacó sete anos por Raquel; e foram aos seus olhos como poucos dias, pelo muito que a amava. E disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, porque meus dias são cumpridos, para que entre a ela. Então, ajuntou Labão todos os varões daquele lugar e fez um banquete. E aconteceu, á tarde, que tomou Léia, sua filha, e trouxe-lha. E entrou a ela.
E Labão deu sua serva Zilpa por serva a Léia, sua filha. E aconteceu pela manhã ver que era Léia; pelo que disse a Labão: Por que me fizeste isso? Não te tenho servindo por Raquel? Por que, pois, me enganaste? E disse Labão: Não se faz assim no nosso lugar, que a menor se dê antes da primogênita. Cumpre a semana desta, então te daremos também a outra, pelo serviço que ainda outros sete anos servires comigo.
E Jacó fez assim e cumpriu a semana desta, então, lhe deu por mulher Raquel, sua filha. E Labão deu sua serva Bila por serva a Raquel, sua filha. E entrou também a Raquel e amou também a Raquel mais do que a Léia, e serviu com ele ainda outros sete anos.


 
#1 - O destino imposto pela cultura


Para um entendimento melhor da Bíblia, é necessário levar em consideração o seu aspecto cultural, se não fizermos isso muitos dos relatos da Bíblia não terão um significado importante para a cultura do século 21. A cultura que Jacó vivia era a cultura de Harã também conhecida como Mesopotâmia. Nesta cultura o homem que queria se casar ficavam obrigados a compensar a família de sua futura esposa através de um presente valioso geralmente esses presentes variavam de acordo com a situação financeira do homem.


No caso de Jacó o seu presente não poderia ser algo de valor alto, até porque Jacó não tinha posses materiais para presentear a família de sua futura esposa, neste caso Jacó ofereceu o seu trabalho de 7 anos de serviços para Labão seu tio e futuro sogro; que situação estranha não é mesmo? Esse acordo foi aceito por Labão e era um acordo de trabalho aceito em Harã, mas que tinha seu prazo máximo 7 anos, não se poderia trabalhar por uma esposa nem mais nem menos que este ano.
 
 
Jacó infelizmente não conhecia a cultura de Harã, e geralmente quando não conhecemos a cultura detalhada do País ou Estado que estamos morando, geralmente somos acometidos de diversas invertidas pela nossa falta de interesse na cultura que estamos vivendo, e até que ponto ela nos ajuda ou prejudica.


Na cultura de Harã a filha mais velha teria que se casar primeiro que a filha caçula. Infelizmente, Jacó não atentou para esse detalhe, e na maioria das vezes, o que nos causa constrangimento e frustrações são detalhe que na maioria das vezes não são considerado. Esta atitude de Labão com seu sobrinho Jacó de lhe conceder sua filha mais velha no caso Léia para ser sua esposa e não Raquel detalhe que o texto bíblico faz questão de ressaltar e que Jacó amava a Raquel, mas casou com Léia devido um engano cultural de sua época.
 
 
O que isso significa para nós hoje? Cuidado para não ser influenciado de uma maneira negativa na sua vida devido a cultura que você vive. Hoje na cultura do século 21 que é caracterizado sendo o século do relativismo, uma vez absorvido por essa cultura ela pode te trazer desgostos assim como trouxe para Jacó.


Jacó foi enganado por si mesmo devido a não se importar em conhecer a cultura de sua época, foi enganado pelo próprio tio Labão, mas Jacó era um enganador, ela já tinha enganado seu irmão Esaú, estaria Deus disciplinando Jacó através de revés ou suas atitudes em si mesmas estavam lhe disciplinado?
 

Jacó concordou em trabalhar mais sete anos para seu tio Labão como um presente para a família de Labão para compensar essa família com o casamento de Raquel. Quero também ressaltar que na cultura de Harã, quem escolhia com quem as filhas se casariam eram os seus pais e não elas mesmas. Esta cultura permanece até hoje em Países do Oriente Médio.

 
Infelizmente a mulher na cultura de Harã não era valorizada o suficiente, mas graças à Deus o século 21 chegou e com ele uma cultura em que a mulher pode e deve ser valorizada e respeitada. Esta é uma opinião sincera e verdadeira de um homem que escreve este post e que tem a honra de trabalhar com mulheres seja nesse blog, seja na igreja com uma capacidade incrível e muito melhor e mais ativa que muitos homens machistas, invejosos e incapacitados.

 
 
Muitos homens que se dizem que fazem e acontece já me deixaram sozinho ministerialmente falando quando muitas mulheres guerreiras de Deus me apoiaram. Não sei se você já notou que na maioria das igrejas tem mais mulheres comprometidas com a obra de Deus do que os homens porque será?


 
#2 - O destino imposto pelo trabalho
 
 
Até que ponto as pessoas se deixam influenciar sobre o que vale apena trabalhar tendo como perspectiva se vai conseguir ou não aquilo que se almeja. Jacó concordou em trabalhar 7 anos para se casar com a mulher que amava Raquel um fato interessante e que Jacó se casou com duas mulheres que eram suas primas de primeiro grau, algo que era permitido pela cultura de Harã.


No Brasil, por exemplo, a cultura permite casar com primos de primeiro grau. Essa lei é permitido no Brasil, mas não é aceita geralmente pelas famílias dos envolvidos. Vale lembrar que Jacó se casou com Raquel logo após se casar com Léia e se comprometeu a trabalhar mais 7 anos como um presente para a família de Labão.


Jacó nos ensina que apesar dos seus erros, ele trabalhou arduamente para conquistar o seu objetivo, no caso o seu casamento com sua amada Raquel. Para Jacó não foi fácil trabalhar 14 anos para Labão, nunca é nem nunca será, mas Jacó foi motivado pela perseverança e pela paciência.


O interessante é que a paciência é algo que não costuma chamar a nossa atenção, geralmente estamos focados na perseverança devemos entender que a paciência funciona para nos como uma chave que abre as fechaduras do trabalho com sucesso, mas que a falta dela, fecha as fechaduras para não abrir as fechaduras que trazem êxito.
 
 
#3 - O destino imposto pelo engano
 
 
 
Você gosta de ser enganado? Você já enganou alguém? São perguntas que somente pode ser respondidas individualmente. Jacó não gostou de ser enganado por Labão, até porque Jacó queria enganar e não ser enganado. Jacó criou um habito não saudável de vida, é incrível como Jacó queria enganar outras pessoas, mas não queria ser enganado quando soube que deviria trabalhar mais 7 anos para casar com Raquel ficou furioso com Labão, mas o amor por Raquel falou mais alto em seu coração.


Independente do erro de Jacó, ele se permitiu que o amor o liberta-se do engano. Permita-se que o amor guie sua vida, que ele seja o senso da direção das suas decisões. Lembre-se quando usamos de engano estamos abrindo o nosso coração para sermos enganados também.


O pecado quando é manifestado sempre volta a perseguir que o manifestou. O fato de Jacó ter sido engando por Labão, não o exclui de suas responsabilidades, Jacó concordou com a negociação porque o que estava sendo levando em consideração por Jacó, não era o seu erro, mas sim o seu amor.


O amor de Jacó por Raquel o fez concordar com a negociação, mas também Jacó estava aprendendo que Deus tinha um proposito para a vida dele, e estava disposto a aprender com os seus erros e não mais comete-los. Sempre quando enganamos as pessoas de uma forma direta que e causada por nós ou indireta que e causado pelos outros, porém com o nosso consentimento, assumir a nossa responsabilidade e a melhor atitude a ser assumida.


Quando procuramos alimentar a fome do engano, estamos alimentando cicatrizes espirituais e emocionais dentro de nós que nunca serão curadas definitivamente, apenas parcialmente. Mas quando temos a atitude de levar em consideração o que Deus quer nos ensinar através dos nossos erros, nós permitimos ter o nosso coração tocado por Deus, quando Deus toca o coração tudo muda pra melhor.
 
 
 

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Foto: Google - ator Celso Frateschi interpretando Jacó na Minissérie José da Rede Record - Brasil
Fonte: Tradução Bíblica (ARC) Almeida Revista e Corrigida Editora Sociedade Bíblica do Brasil. Frase retirada do site Indiretas Brutas.



 

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