dezembro 09, 2017

Jerusalém a Cidade Santa - Sua localização e Topografia





 
Começamos o nosso post com mais um conteúdo interessante sobre Jerusalém a Cidade Santa. Jerusalém ocupa um lugar especial no coração e no pensamento de judeus, cristãos e muçulmanos.

Jerusalém é mencionada aproximadamente oitocentas vezes na Bíblia, sua primeira menção é registrada em Gênesis 14.18 onde o nome Salém se refere ao nome primitivo de Jerusalém e sua última menção é registrada na Bíblia em Apocalipse 21.10 com o seu novo nome a Nova Jerusalém. Embora Jerusalém tenha nos dias de hoje uma população de quase meio milhão de pessoas, as origens de Jerusalém foram humildes.



A localização de Jerusalém

Mapa da antiga Jerusalém - Clique na imagem para ampliar.


É surpreendente a importância de Jerusalém, levando em consideração a sua localização. Jerusalém não fica perto de nenhuma das duas grandes estradas internacionais, a única estrada que passava por Jerusalém era a das montanhas entre o norte e o sul, mesmo assim a uns 600 metros a oeste do centro antigo da cidade.


Jerusalém localiza-se na região montanhosa da Judéia, a uma altitude de 762 metros devido a este fato, Jerusalém obteve benefícios de defesas naturais. O mar Morto, as falésias do vale tectônico, o deserto da Judéia e a acidentada região montanhosa forneciam proteção a leste, a oeste e ao sul, ao longo da estrada das montanhas, mas era difícil o acesso a essa estrada a partir do litoral ou do vale tectônico.


Devido os acessos mais fáceis do norte e do noroeste, os exércitos invasores com frequência têm atacado Jerusalém através do lado norte, ou seja, além de Jerusalém ficar distante das principais rotas do comércio e das expedições militares, Jerusalém tinha a seu favor a segurança de suas defesas naturais. Devido a sua localização, Jerusalém não era um centro natural de comércio, também não se localizava próximo de uma região agrícola extraordinariamente rica.


Jerusalém estava localizada na fronteira entre o deserto e as terras de semeaduras que se refere a terras apropriadas para a agricultura. Jerusalém recebe um amplo suprimento das chuvas de inverno aproximadamente 625 mm por ano, da mesma maneira que as colinas a oeste, de modo que podem produzir colheitas de vários tipos, mas além do monte das Oliveiras, localizado ao leste de Jerusalém, está o deserto da Judéia, que é estéril. Por mais difícil que seja acreditar já que estamos no século 21, nos períodos mais antigos os montes da cidade e as terras ao redor estavam cobertos de árvores.


A partir de cinco mil anos atrás, as árvores maiores foram cortadas para fornecer madeira para as construções e para os navios, tanto as maiores quanto as menores foram usadas como combustível para as folhas de cal e de cerâmica e para aquecer as casas nos meses de inverno.


As áreas que tinham sido desarborizadas podiam ser utilizadas para fins agrícolas, e nos terrenos mais nivelados, por exemplo, no vale de Refaim, a sudoeste da cidade de Jerusalém existia plantio de cereais. Vamos ler o relato Bíblico em Isaias 17.5.

 
"Será, quando o segador ajunta a cana do trigo e com o braço sega as espigas, como quem colhe espigas, como quem colhe espigas no vale dos Refains".



 
A topografia de Jerusalém

Topografia da cidade de Jerusalém - Clique na imagem para ampliar



Jerusalém está cercada por montanhas mais altas que as colinas sobre as quais foi construída a parte original da cidade antiga de Jerusalém. A cidade antiga de Jerusalém pode ser visualizada como se estivesse numa saliência, no fundo de uma grande bacia cuja beirada ultrapasse a altura da saliência dentro dela. Vamos ler o relato Bíblico em Salmos 125.2
 

"Como em redor de Jerusalém estão os montes, assim o Senhor em derredor do seu povo, desde agora e para sempre".
 
 
A Jerusalém dos tempos da Bíblia foi construída em duas elevações paralelas, e na direção norte-sul. A elevação ocidental, a mais alta e larga das duas, é determinada a oeste pelo vale de Hinom, que faz uma curva e corre pela margem sul da colina. A elevação mais estreita, e menos alta, tem a leste o vale do Cedrom. Tanto o Hinom quanto o Cedrom são mencionados na Bíblia, mas não os vales existentes entre as elevações oriental e ocidental.
 
 
Devido à falta de um nome melhor, os geógrafos frequentemente se referem a esse lugar como o vale Central, ou seguindo o nome citado pelo historiador judeu Flávio Josefo que se refere a esse vale com o nome de o vale de Tiropeão que significa fabricantes de queijo.
 
 
Em muitos aspectos, a elevação ocidental é mais propícia para a ocupação, não somente por ter uma superfície relativamente grande, teria a capacidade de sustentar mais pessoas, mas  também por ser mais alta e parecer ter melhores defesas naturais que se refere a encostas mais altas e íngremes que a elevação oriental.
 
 
A respeito disso, foi a parte sul e inferior da elevação oriental, com formato de charuto, a primeira a ser colonizada. A razão pela qual a localização antiga de Jerusalém foi estabelecida nessa colina insignificante, no fundo de uma bacia, foi que a única nascente de água de um tamanho considerável em toda a área que é a fonte de Giom, que estava localizado ao lado da elevação oriental, no vale do Cedrom.


FRASE: Você já percebeu que avião somente vira notícia quando cai? Infelizmente na vida também é assim, ninguém repara quantas vezes você decola com sucesso, agora experimenta cair pra você ver.





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Fotos: Google e Pixabay
Fontes: Manual Bíblico de Halley Editora Vida e A História dos Hebreus Editora CPAD.
Tradução Bíblica: (ARA) Almeida Revista e Atualizada Editora Sociedade Bíblica do Brasil.
Frase retirada do site Elite Lembra.







 

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