novembro 25, 2017

A Bíblia o Egito e a Mesopotâmia

 

 
 
Por volta do século 18, os conhecimentos sobre o passado eram limitados. Quando faltavam fatos, a imaginação procurava preencher o conhecimento por falta de fatos. A partir da Revolução Industrial ocorreu a necessidade de remover grandes quantidades de solo para a construção de alicerces de fábricas, de estradas de ferro e outras construções. No decorrer dessas escavações, descobriram também artefatos que eram da Antiguidade, e as pessoas começaram a pensar a respeito do passado de uma maneira concreta.
 



O EGITO



 
Em 1798, Napoleão fez uma expedição ao Egito. Ele levou consigo vários estudiosos para examinar algumas das antiguidades egípcias e para levar algumas delas para a França. A lembrança mais visível desse acontecimento é o grande obelisco da Praça da Concórdia, em Paris, erigido em Lúxor por Ramessés II, no ano de 1250 a.C. e levado para Paris em 1831.


Os estudiosos que acompanharam Napoleão viram as pirâmides, a grande esfinge e os muitos templos e estátuas que estavam parcialmente enterrados na areia. Além disso, viram os hieróglifos que cobriam muitos desses monumentos e reconheceram que se tratava de uma escrita, mas ninguém fazia ideia do seu significado. Entretanto, esses monumentos eram testemunhas mudas da grandeza antiga e a história do Egito permaneceu de um modo geral, um livro fechado.
 

A partir de uma descoberta relativamente modesta, foi fornecida a chave para abrir o livro fechado da história do Egito. Em Roseta, uma cidade localizada na margem ocidental do delta do Nilo, foi descoberta uma placa de granito negro medindo 1,20 x 0,76 um pouco menor que um jornal totalmente aberto com três inscrições, uma acima da outra. A de baixo era em grego, idioma conhecido que podia ser traduzido, mas a de cima estava em hieróglifos e a do meio, em demótico, escrita egípcia simplificada.
 

O texto grego indicava que a pedra continha um decreto de Ptolomeu v, promulgado por volta de 200 a.C. Tomando-se por certo que os três idiomas da pedra de Roseta tinham o mesmo significado, um dos problemas era que ninguém sabia se os hieróglifos eram ideográficos que significa cada um representado uma ideia, ou fonéticos que significa cada sinal representando um som. A solução surgiu com o reconhecimento de que o nome de Ptolomeu v no texto hieroglífico era cercado por um cartucho ou moldura.


Em 1822, o estudioso francês Jean François Champollion finalmente conseguiu decifrar as inscrições hieroglíficas ele descobriu que os hieróglifos eram parcialmente ideográficos e parcialmente fonéticos. Sua grande descoberta foi feita a partir do fato de ele também ter estudado o copta, um idioma derivado do idioma egípcio que continua a ser usado até hoje como o idioma litúrgico da igreja cristã do Egito.

 

A MESOPOTÂMIA

 

O interesse pelas antiguidades da Mesopotâmia, onde haviam crescido os impérios sumérios, assírios e babilônicos, começou aproximadamente na mesma época. Em 1811, Claude James Rich, agente da Companhia da Índia Oriental Britânica que morava em Bagdá, localizada a 80 km a noroeste do sítio arqueológico da antiga Babilônia, ficou curioso depois de ver tijolos com inscrições trazidos por um colega agente. Claude James Rich visitou o sítio arqueológico da Babilônia. Ele passou dez dias ali, durante os quais localizou e mapeou o vasto agrupamento de colinas que haviam restado da Babilônia antiga. Com a ajuda de habitantes da região, fez escavações nas colinas e achou umas poucas tabuinhas, que levou de volta para Bagdá.
 

Em 1820, visitou Mossul e ficou quatro meses desenhando um mapa das colinas imediatamente do outro lado do rio, que suspeitou serem as ruínas de Nínive. Nesse local, Claude James Rich também coletou tabuinhas e inscrições que nem ele nem pessoa alguma conseguiam ler. A chave para abrir o livro da história da Mesopotâmia e para decifrar o idioma babilônico, foi no mesmo caso dos hieróglifos egípcios, a descoberta de uma inscrição em três idiomas.
 
 
Dessa vez foi uma inscrição maciça, lavrada 152 metros acima do nível do chão, em uma parede vertical de rocha natural, localizado a 320 km a noroeste da Babilônia. A inscrição tinha sido feita por ordem do rei Dario Histaspes, da Pérsia, em 516 a.C. Esse foi o mesmo Dario que deu a ordem de reedificar o templo em Jerusalém conforme e relatado no Livro de Esdras, e inscrição de Beistum foi feita no mesmo ano em que o templo foi concluído. A inscrição apresentava um longo relato das conquistas de Dario, no idioma persa, elamita e babilônico.
 

Sir Henry Rawlinson, cônsul geral britânico em Bagdá, tinha alguns conhecimentos do antigo idioma persa. Com uma incrível perseverança, ele começou a copiar as inscrições em 1835. Isso envolveu um considerável grau de riscos físicos, mas ele continuou com algumas interrupções a tarefa que se propôs a fazer, até que, em 1847, ele completou o trabalho de cópia com a ajuda de escadas apoiadas no chão e de balanços presos no alto e especialmente com a assistência de um selvagem menino curdo que tem o seu nome desconhecido. Seus esforços valeram apena: dentro de pouco tempo, Sir Henry Rawlinson conseguiu decifrar o idioma babilônico.


Frase: "O que você prefere? Mentiras confortantes ou verdade dolorosas?" - Felipe Marques




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Foto: Pixabay
Fonte: Manual Bíblico de Halley Editora Vida.
 
 

 

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